Há algo de novo no front. Escrevo como quem se despede. Amanhã o dia estará modificado pelas próprias pessoas que partiram. Outros assumirão seus espaços. A cadeira do birô,a cabeça sobre o travesseiro na cama,os chinelos que ficaram atrás da porta.
Convém pensar que tudo é fluído. Irrepreensível é apenas a transitoriedade,tanto quanto o esplendor de certos rostos e de certos corpos.
Escrevo cada mais imbuído da certeza de que nada tenho a dizer.
Mal apagadas,algumas memórias doem. Outras,sem força,perderam ao mesmo tempo o enigma e a clareza.
Quero esquecer que já fui um dia entusiasmado pelo mundo virtual,porquanto a náusea - não a sartreana - se instalou-me sorrateira.
Tudo que se esquece serve de adubo da imaginação. Como os velhos dias de chuva da minha infância já tão antiga...
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Nota: queridos amigos,decidi retirar o muralzinho irrevogavelmente. Se não tenho mais tempo nem para Realidade... Mas deitarei a pena - sempre que inspirado - por seus amoráveis blogs quando a emoção bater plural!